30 Avenue Montaigne
Entre no coração da 30 Avenue Montaigne, esta “colmeia efervescente” onde nasceu a lenda de Christian Dior há 75 anos!
O camarim das modelos ficava próximo aos dois salões de apresentação, aos quais era conectado por um pequeno vestíbulo. Ele substituiu a antiga sala de jantar do hôtel particulier e foi equipado com um mezanino para acomodar os cerca de 180 looks diferentes que seriam mostrados.
“O camarim é um mundo próprio. Como os camarins teatrais, ele tem suas poltronas, suas lâmpadas e seus espelhos, e a mesma qualidade extravagante. Como eles, ele é habitado apenas por boas fadas.”
O camarim das modelos ficava próximo aos dois salões de apresentação, aos quais era conectado por um pequeno vestíbulo. Ele substituiu a antiga sala de jantar do hôtel particulier e foi equipado com um mezanino para acomodar os cerca de 180 looks diferentes que seriam mostrados.
Uma das particularidades da alta-costura, quando surgiu na década de 1860, eram as “meninas”, que modelavam os designs para apresentá-los aos clientes. Conhecidas como “sosies”, ou sósias, essas antecessoras das modelos eram escolhidas para representar diferentes tipos de corpos femininos. A “cabine” de Christian Dior, com sua equipe de modelos, era composta por 12 modelos escolhidas pelo estilista, cujas personalidades combinavam com a silhueta à qual deveriam dar vida. “Cada cabine deve reunir diferentes tipos de mulher, que juntas compõem a imagem ideal que formamos da cliente”, explicou Christian Dior em sua autobiografia.
“Minhas modelos representam a vida para meus vestidos, e quero que meus vestidos sejam felizes.”
Durante “la pose”, período de prova, que acontecia no mês anterior ao desfile, as modelos, vestidas com anáguas brancas, eram constantemente chamadas aos ateliês para experimentar os toiles e, em seguida, os protótipos eram confeccionados em tecido.
No dia do desfile, este pequeno espaço estava lotado com a presença de “Madame Marguerite, dez costureiras, todas as costureiras-chefe e alfaiates, três cabeleireiros, minhas duas colegas mais próximas e, naturalmente, as próprias ‘meninas’”, além da cheffe de cabine, Yvonne de Turckheim, lembrou o estilista. Os protótipos, alguns chegando no último minuto, eram pendurados nos guarda-roupas atribuídos a cada uma das 12 modelos. As referências e descrições dos 18 a 20 looks que deveriam usar eram inscritas em um cartão para facilitar o trabalho da costureira que as ajudavam na hora de vestir, assim como detalhes dos acessórios relevantes.
As modelos eram as melhores embaixadoras da coleção. Embora mantendo um ar de mistério, “elas devem dominar e convencer, apresentar e impressionar com a nova moda”, afirmou Christian Dior. Eram também o centro das atenções dos fotógrafos, que fotografavam os designs para a própria Maison ou para as prestigiadas revistas de moda.
Uma ou duas vezes por ano, a diretora de vendas, Madame Luling, organizava apresentações da coleção em todo o mundo. Oito modelos viajavam para o Japão, a Grécia, a Inglaterra ou a América do Sul, acompanhadas por quatro costureiras.
Entre no coração da 30 Avenue Montaigne, esta “colmeia efervescente” onde nasceu a lenda de Christian Dior há 75 anos!